quarta-feira, 7 de novembro de 2012

05.11.12

Eu queria não gostar de você. Mais do que isso, eu gostaria de ter coragem para lhe dizer o quanto você se tornou importante pra mim. Eu nem percebi como aconteceu, só sei que quando me dei conta você já estava aqui dentro e não parecia ter como ignorar. E agora me dói, ai, como me dói. É horrível essa sensação de saber que não existe nada entre nós e não saber se há uma chance que seja. É difícil continuar conversando como se nada tivesse acontecido, sem saber o que significou para você. Mas, acima de tudo, não consigo deixar de falar com você, de me preocupar, de me importar. Eu sei o quanto esse sentimento que carrego é bom, porém não consigo ignorar a dor que ele causa devido à situação. Muitas vezes penso porque não continuou só na amizade, porque tudo teve que mudar. E me encontro nesse impasse, com um sentimento incrível, que há muito não sentia e que gosto muito apesar da dor, sem saber o que fazer, que rumo seguir. Queria que essas coisas de sentimento fossem mais simples, do tipo "eu gosto de você, você gosta de mim, a gente se encontra e fica junto". Mas não foi assim, acho que quase nunca deve ser desse jeito. E me odeio por ser capaz de escrever tudo isso e não ter coragem de lhe dizer simplesmente "gosto muito de você". Então acho que não tem jeito, vou pagar o preço pela minha insegurança, minha covardia: vou lhe ver todos os dias, falar com você, ser sua amiga, mais nada. Você nunca vai saber desse texto, muito menos de meus sentimentos. Só espero que uma parte de você, mesmo que inconscientemente, perceba o quanto é importante para mim.

19.10.12

Acabamos nos condicionando a dormir pouco e a comer mal, a viver sob estresse e a nos envolvermos com mais projetos do que seria considerado o normal.
Abdicamos de muitas coisas ao longo de nossa formação visando aprimorar nosso conhecimento para nos tornarmos os melhores naquilo que escolhemos ser.
Acima de tudo, aprendemos a Cuidar de gente, com C maiúsculo mesmo. Porque ser médico vai muito alé
m de conhecimento teórico e um número carimbado logo abaixo do nome que lhe permite solicitar inúmeros exames. Ser médico é estabelecer uma ligação com o outro, ouvir aquele que nos procura, enxergar completamente a pessoa e poder ajudá-la da melhor maneira possível.
Vamos além de curar, e aquele que enxerga a importância do seu papel e exerce sua profissão com amor é quem realmente merece os parabéns. O dia oficial foi ontem, mas nunca é tarde para dizer: Feliz Dia do Médico!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Uma realidade

Numa época em que falta bom senso e sobra individualismo, onde antigos valores foram subvertidos, esquecidos ou sumariamente destruídos. Quando se deixa de lutar pelo que se deseja de coração para favorecer o que é definido como meta-padrão por sabe-se lá quem. No ponto em que ética e moral não passam de palavras eruditas sem qualquer significado e amizade passou a ser condicionada a interesses sórdidos.
E nesse meio torpe, asco, ainda restam os que lutam por seus ideais. Talvez não seja fácil encontrar os que não se renderam a tanta desonestidade, mas eles existem, espalhados em meio à multidão vendida, desvalorizados. Quando menos se espera, eles aparecem.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

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É engraçado isso. Sou capaz de passar meses sem escrever apesar da grande saudade que tenho de quando desenvolvia quase que diariamente textos sobre os mais diversos assuntos. Tento me convencer de que as outras coisas que tenho a fazer são mais importantes do que um mero hobbie, que estou ocupada demais. E nessa de adiar atividades de que gosto deixo as coisas acumularem e acabo postergando reflexões e decisões até chegar no meu limite.
Por mais que saiba o quão errada estou, continuo com tais atitudes, e como sempre acabo aqui. Um local público mas ao mesmo tempo exclusivamente meu, uma parte de mim exposta mas que não deve ser levada completamente em consideração para formar uma opinião sobre quem sou. Rever textos antigos me permitem notar o quanto sou mutável, vunerável, humana. Até mesmo esse texto pode não me representar mais tão bem até seu término. Enquanto escrevo, minha mente flutua entre vários assuntos, preocupações e lembranças.
Sigo nesse fluxo inconstante na tentativa de assimilar o que acontece dentro de mim no momento em que sinto uma falha significativa na comunicação interna. Quando nem você mesma sabe o que quer e como agir, este é o momento crucial de tentar se organizar. Cada um faz isso a sua maneira, a minha é escrevendo, escrita essa que passará despercebida pela maioria e, mesmo os que tomarem conhecimento dela, muito provavelmente não conseguirão compreendê-la.
Talvez esse seja o ponto: não há necessidade de compreensão. Nem eu consigo entender muito bem o que coloco aqui em alguns momentos, muito menos sei porque escrever me acalma tanto. Mas acalma e me ajuda a colocar as coisas no lugar - esses problemas vou jogar no fundo da gaveta, aqueles outros vou deixar anotados de modo a manter o aprendizado e essa boa lembrança... Ahhh, essa vou deixar sobre a cômoda como enfeite para me lembrar de que em meio a todo aquele desfiladeiro havia algo bom, tão bom que foi capaz de me fazer aceitar o acontecido e deixar a raiva para trás.
Demorei para notar e entender, só agora vejo o que deixei crescer aqui dentro, criar raízes. Principalmente, só agora entendo o bem que me faz e que não há porque impedir esse desenvolvimento. Não tenho como saber qual será o desfecho, mas estou disposta a esperar para ver, torcendo para que acabe da melhor maneira possível. Ou, no caso, que comece assim.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Busca

Alguém. Alguém companheiro, compreensível. Alguém de quem você gosta e que também goste de você.
Você procura, procura... E acaba não achando. Aí você desiste, conforma-se e entende que não adianta sair caçando essas coisas, elas simplesmente aparecem.
Entretanto, acontece algo que acende aquele calorzinho no centro do peito e alimenta seus sonhos, induz você a pensar que aquele seu desejo, aquilo que você buscava até pouco atrás, vai virar realidade. Só que não vira, é claro que não - o que não significa que isso nunca vai acontecer, apenas que não poderia ser fácil assim.
Você não tem ideia de quando nem como, mas sabe que vai encontrar aquela pessoa especial que você ainda não sabe quem é, só sabe que ela existe. E sabe que não adianta se irritar ou se desesperar, esse é o tipo de coisa que não tem sentido, impossível de entender.
E alguém consegue entender a vida?

domingo, 20 de maio de 2012

Lembranças materializadas



Remexendo minhas caixas num sábado desses percebi quantas coisas guardei ao longo desses anos. Mais ainda, percebi quantas memórias podem ser guardadas através de objetos. Cartas, cartões, etiquetas, pacotes de presente...
As cartas do primário, aquelas dos colegas e também a da professora de Português da 2ª série! E as que recebi durante as semanas da correspondência que tive ao longo dos 5 anos em que estive no colégio e no cursinho, como esquecer? Ahhh, mas o destaque maior está naquelas cartas trocadas durante as férias de julho de 2005, quando a única pessoa com quem me sentia a vontade para conversar sobre os meus sentimentos, tão turbulentos naquela época - não que muita coisa tenha mudado, continuo uma perdida sentimental - estava longe.
A parte dos cartões não é tão rica, porém é de grande importância. São cartões dados por amigos, família e uma pessoa que um dia eu pensei que amava. Todos trazem consigo uma boa lembrança.
O papel de presente, não um, O papel de presente. Dentre todos que estão lá, o mais bonito, o mais querido. Rosa, com lindas rosas na cor rosa e um belo laço cor de rosa. Nele veio meu primeiro e único presente de Natal de uma pessoa amada, não alguém da família, mas alguém que conheci por acaso e passei a amar apesar dos defeitos. Ele sim posso dizer com certeza que amei. Amava cada gesto seu, a forma como me fazia rir e como parecia se preocupar comigo.
Logo em seguida, uma vela da Hello Kitty, a vela dos meus 18 anos. Sim, 18 anos, porque eu acredito que envelhecer não significa mudar seus gostos, mas aprender a lidar com os problemas sem esquecer de quem você foi.
Agora, o mais especial. A caneta. Para qualquer um ela seria uma caneta normal, digna de ir para o lixo - sem tinta, suja, brinde de algum banco -, só que não para mim. A caneta foi o último presente que recebi de meu avô, aquele com quem não conversava muito e mesmo assim não aguentava de saudades se ficasse mais de uma semana sem ver; aquele que me dava doces sorrateiramente quando ia me despedir; aquele pra quem eu era a menina-dos-olhos. O meu vovô lindo que sempre vai estar junto comigo.
No fim, são só objetos sem sentido pra qualquer um. Qualquer um, menos eu. Pra mim, tais objetos são parte de mim, da minha história.

terça-feira, 20 de março de 2012

O mundo

Eu não entendo as pessoas, definitivamente.
Todos desejam atenção, mas poucos notam o moço que varre a calçada da sua rua, o caixa que vê quanto você deve pagar, o enfermeiro que lhe leva as medicações no horário certo. Praticamente ninguém enxerga quem é simples e, por isso mesmo, essencial. Entretanto, sempre se espera que o atendente agüente calado suas grosserias porque você está com algum problema; que a empregada faça tudo exatamente como você quer sem ser orientada.A terrível mania do ser humano de pensar mais em si, de considerar seus problemas muito piores. Sim, eles sempre serão piores, pois são seus, só não esqueça que o outro também pensa assim.
O que falta para as pessoas é a capacidade de parar e olhar para o outro, percebê-lo como pessoa que é, tentar entender seus gestos e olhares. Não dê a desculpa do tempo, até quem está ocupado demais deve enxergar, não apenas ver. Da próxima vez que estiver no ônibus ou no metrô tente notar aquela pessoa encostada num canto, aparentemente um alguém qualquer. Note suas rugas, tanto de preocupação quanto de riso, e perceba que o mundo é muito maior. Ele está em você, no outro, em mim - nós somos o mundo.

domingo, 18 de março de 2012

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E é como se eu já esperasse por você, como se eu soubesse que logo você surgiria na minha vida, um encontro marcado pelo destino.

quinta-feira, 1 de março de 2012

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E nessa brincadeira de me imaginar com você eu descobri que já fazia um tempo que aquilo passara a ser um desejo profundo do coração de se tornar realidade.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

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Faz um tempo já que tenho sonhado com alguém que não sei bem quem é, só sei que esse alguém me faz muito bem. Desconheço seu nome, seu rosto, de onde vem ou para onde vai. Só sei que um dia a gente ainda vai se encontrar, ahhh vai...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Divagação

A vida é uma coisa engraçada. Ela se baseia em almejar e lamentar, no "Espero que..." e no "E se...". Penso sempre no que teria acontecido se tivesse tomado um caminho diferente e espero muitas vezes que tudo melhore, que os problemas desapareçam e só coisas boas aconteçam.
Contudo, pra começar, problemas não são uma fatalidade, mas sim uma bênção. Eu não teria aprendido nem metade do que sei agora sem ter de lutar por algo. Cresci e me tornei quem sou hoje por enfrentar todo e qualquer empecilho que surgiu em meu caminho, e acho que a maioria das pessoas deve ser assim. Já passei pelos mais diversos desafios desde criança, fui humilhada e ignorada. Por outro lado, conheci pessoas que me ensinaram a valorizar o que realmente me faz bem e por isso lhes serei eternamente grata.
Além disso, tem sempre o "E se..." que mata. Por mais que tente, muitas vezes acho inevitável não pensar nas diferenças dos rumos da minha vida por causa de uma aparente simples escolha. Tenho tentado me acostumar que tantas suposições não levam a nada e tenho tido certa evolução nesse sentido.
Não digo que não tenho medo, pelo contrário, sou uma das pessoas mais medrosas do mundo. Tenho medo das consequências de cada mínima escolha que faço e fico ansiosa pelo que vai acontecer. Mesmo assim, luto. Luto porque sei que, se eu seguir minhas concepções e respeitar meus valores, vou chegar no melhor para mim naquele momento.
No final, independentemente de expectativas criadas, o importante é ter o que se precisa, não o que se quer. O querer é variável e muitas vezes falso, pelo menos foi o que aprendi ao longo desses anos.